domingo, 20 de dezembro de 2009

O APOCALIPSE... E AGORA?

*Celson Coêlho


21 de dezembro de 2012!
Essa é a data precisa (?) para o fim do mundo. Ao menos no novo filme “hollyoodiano” chamado 2012.
Está concepção foi expressa por alguns escritores com base no em um dos calendários maia. Isso mesmo! Deixe-me explicar: Primeiro, a civilização Maia (que teve seu auge por volta 300 a 900 da era cristã, na América Central) dispunha de TRÊS calendários. O divino, o civil e o de longo prazo. Segundo, os próprios maias não previam o fim do mundo nessa data, apenas sua contagem (no 3º calendário) parou em 21 de dezembro de 2012. David Stuart, especialista em epigrafia maia, da Universidade do Texas, esclarece que “os maias nunca afirmaram que isso era o fim do mundo.” (VEJA, 4 de novembro, 2009)
Diante do afã “hollyoodiano” em encher seus cofres e da natureza humana em conhecer seu futuro temos muitas “vozes” sobre o apocalipse e sobre o fim do mundo.


OS FILMES DE HOLLYOOD

Isabela Boscov nos lembra que o enredo do Apocalipse, há milhares de anos, nunca deixa de aterrorizar e fascinar a humanidade.
Este misto de medo e curiosidade em relação ao tempo futuro, principalmente o fim da humanidade, concede ótimas histórias literárias e cinematográficas. A sétima arte é a que mais sabe tirar proveito desse prazer inexplicável de assistirmos a nossa própria destruição.
Filmes como Apocalipto, Eu Sou a Lenda, 2012 – o dia do juízo final (1ª versão), Presságio e a 2ª versão de 2012 têm levado milhões de pessoas as telonas e feito ótimas bilheterias (BOSCOV).
As editoras brasileiras também têm abocanhado parte desse “bolo”. Em fevereiro deste ano, conforme a revista Veja (4 de fevereiro, 2009), 6 livros em nossa língua tratavam, como enredo principal, sobre o fim do mundo ou do calendário maia. Já no site Amazon, 275 livros falam sobre 2012, acrescenta André Petry. No Orkut encontramos comunidades com mais de 15.000 pessoas que discutem o assunto, completa.
A verdade é que “enquanto o fim dos tempos não chega, Hollywood e a indústria do misticismo faturam com ele.” (VEJA, 4 de fevereiro, 2009)


O LIVRO APOCALIPSE NA BÍBLIA

Todas as grandes religiões têm em seu arcabouço doutrinário previsões em relação ao fim mundo. Muitas seitas também buscam inspiração no fim dos tempos.
A Bíblia Sagrada traz princípios que estruturam a concepção cristã sobre o fim do mundo. Uma verdade que precisa ser esclarecida é que o conteúdo bíblico sobre o assunto não se resume apenas ao livro do Apocalipse. Outros livros da Bíblia também expressam verdades sobre o futuro da humanidade. A área da Teologia que trata do estudo sobre os tempos futuros é chamada de ESCATOLOGIA.
Devido à riqueza do conteúdo do livro de Apocalipse sobre o fim do mundo e da sua popularização sobre o evento, iremos observar algumas considerações sobre o último livro da Bíblia cristã.
O LIVRO de Apocalipse tem seu nome extraído da primeira palavra do texto grego. "Apokálipsis" é o substantivo derivado do verbo "apokaliptein", que significa DESVENDAR.
Este termo também tem sido usado para referir-se a literatura que traz em seu bojo um conteúdo profético e simbólico. Assim temos a LITERATURA APOCALÍPTICA. Em nossa Bíblia, os livros de Daniel e Ezequiel contêm material de natureza apocalíptica em seus textos.
Ao dissertar sobre as características da literatura apocalíptica, HALE, especialista em estudos do Novo Testamento, esclarece: “Toda literatura apocalíptica é escatológica, mas as duas não são idênticas... A escatologia pode existir e frequentemente existe nos escritos básicos, separada das seções apocalípticas. Por outro lado, o apocalíptico é sempre escatológico...” (pg 426)
O AUTOR de Apocalipse é declarado em seu próprio texto como sendo JOÃO (Ap 1.1,4,9; 22.8), o mesmo escritor do evangelho e das epistolas que levam seu nome.
O SEU CONTEÚDO tem como tema central a Segunda Volta de Cristo (Ap 1.7). LADD (pg 573 e 574) orienta que entendamos sua mensagem a partir de seu esboço que pode ser indicado pela expressão “em espírito” (Ap 1.10; 4.2; 17.3; 21.10)
Na primeira parte temos Cristo exaltado e as cartas as igrejas (Ap 1.9 a 3.22); Na segunda parte vemos um trono celestial com um livro selado (Ap 4.1 a 16.21); Posteriormente encontramos o relato da grande prostituta, Babilônia (Ap 17.1 a 21.8); e por fim, encontramos a Jerusalém celestial, a noiva (Ap 21.9 a 22.5).
As palavras de SUMMERS expressam, de forma resumida, o conteúdo do livro:
“O Apocalipse é uma série de imagens apocalípticas concedidas a João pelo Espírito Santo com o fito de apresentar Cristo como eternamente vitorioso sobre todas as condições temporais, e assim encorajar os cristãos do tempo de João e de todos os tempos até o retorno do nosso Senhor. É uma mensagem de aviso à Igreja para que guarde sua pureza e não se misture com o mundo. É, ainda, uma mensagem de aviso aos inimigos da igreja, afiançando-lhes que a igreja, pelo poder de Cristo, finalmente sairá vitoriosa, e que todos quantos a combatem afinal se verão derrotados pela justiça do Divino poder.” (pg 99)


CONCLUSÃO

Enquanto o fim dos tempos não vem...
Hollyood continua faturando (alto). Em alguns momentos nos entretemos, pois depende da qualidade do filme (o que parece faltar na 2ª versão de 2012). A pessoas continuam especulando.
E a igreja...
Em relação as nossas decisões e princípios com relação ao futuro, tenhamos como base a “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1.1) e que possamos “atestar a palavra de Deus” (Ap 1.2), assim com João o fez, pois “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escrita, pois o tempo está próximo.” (Ap 1.3)


REFERÊNCIAS

BOSCOV, Isabela. LOUCOS PELO APOCALIPSE. Revista Veja (15 de abril de 2009)

HALE, Broadus David. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO NOVO TESTAMENTO. Rio de Janeiro: JUERP.1983.

LADD, George Eldon. TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO. 3ª Ed. São Paulo: Exodus. 1997.

MORAES, Renata. e LIMA, Roberta de Abreu. O FIM DO MUNDO VEM AÍ. DE NOVO.Revista Veja (4 de fevereiro de 2009).

PETRY, André. O FIM DO MUNDO EM 2012. Revista Veja (4 de novembro de 2009)

SUMMERS, Ray. A MENSAGEM DO APOCALIPSE. 4ª Ed. São Paulo: JUERP. 1980.


(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: http://www.ebqrecife.blogspot.com/)


*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

TUDO COMEÇA EM DEUS (Nova revista para EBQ 2010)


A SECRETARIA GERAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA (SGEC), orgão oficial da Igreja do Evangelho Quadrangular, responsável pela EDUCAÇÃO em nossa igreja a nível nacional, faz o lançamento da nova revista do Departamento de Educação Bíblia Quadrangular (DEBQ) para o 1º trimestre de 2010.
As novas lições terão seu caminho trilhado pelo primeiro livro da Bíblia, GÊNESIS: o início de Deus para nós. "No princípio criou Deus..." (Gn 1.1)
Recheada de lições práticas para nossas vidas, o que é peculiar ao autor (Pr. Josadak Lima), a nova revista vem consolidar o trabalho da SGEC em editar revistas para nossas Escolas Bíblicas. A novidade desta revista é que ela passa a ser TRIMESTRAL.

Amigos PASTORES, DIRETORES, PROFESSORES E ALUNOS DE NOSSAS ESCOLAS BÍBLICAS, a SGEC está fazendo sua parte... vamos fazer a nossa.


PARA SOLICITAÇÕES EM PERNAMBUCO ENTRAR EM CONTATO COM: ebqrecife@hotmail.com ou pelo meu telefone. Os que não tiverem o número posso passar por email ou solicitar na secretaria IEQ sede: (81) 3269-3860.


SUMÁRIO DA NOVA REVISTA

Lição 1: Tudo começa em Deus
Lição 2: A obra prima do criador e o estabelecimento da família
Lição 3: Não erre o alvo!
Lição 4: Dando o seu melhor para Deus
Lição 5: Semeando vento, colhendo tempestade
Lição 6: Caminhando em direção ao que Deus planejou para você
Lição 7: Planejando a vida segundo a vontade de Deus
Lição 8: Marcas da espiritualidade cristã
Lição 9: O caminho do crescimento espiritual
Lição 10: Construindo uma fé madura
Lição 11: Exemplo de uma paciência piedosa
Lição 12: O aprendizado da formação espiritual
Lição 13: Colhendo as recompensas da fidelidade


Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SILVIO SANTOS FALA SOBRE DEUS

ASSISTAM SÍLVIO SANTOS FALANDO SOBRE DEUS, A VIDA, GENEROSIDADE, JUDAÍSMO, ETC... TUDO NO AR PELO SBT.


sábado, 5 de dezembro de 2009

ESCLARECIMENTO

Amigos leitores do NOSSO BLOG,
Nesse mês de novembro precisei ficar ausente. Viajei a trabalho para Minas Gerais. Por esta razão não foi possível realizar postagem em NOSSO BLOG.
Nesse mês de dezembro (2009) nossas postagens estarão normalizadas.
Iniciaremos uma nova faze de postagens, AS ENTREVISTAS. Já estamos com uma importantíssima entrevista em fase de conclusão.
O CURSO DE DOUTRINA BÍBLICA ON-LINE também está sendo elaborado.

Aguardem as novidades...
QUE DEUS NOS ABENÇÕE!!!

Celson Coêlho

terça-feira, 27 de outubro de 2009

HOMENAGEM AOS PROFESSORES DO NOSSO DEBQ

O VÍDEO ABAIXO É PARTE DA HOMENAGEM FEITA AOS PROFESSORES E LÍDERES QUE FAZEM PARTE DO DEBQ SEDE EM RECIFE. ESTA HOMENAGEM FOI REALIZADA NO CULTO DE DOMINGO À NOITE, DIA 17/10/09.

PARABÉNS MESTRES!!!


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PAIDAGOGOS

(Estatueta produzida na Grécia Antiga em
terracota representando o escravo pedagogo)
Por Celson Coêlho*

Duas passagens do Novo Testamento trazem a palavra grega que é traduzida por PEDAGOGO. O termo, que é título dessa postagem, encontra-se em 1º Coríntios 4.15 e Gálatas 3.24 e 25. As traduções para o português nos revelam um pouco do seu significado. A Nova Versão Internacional (NVI) traz o termo “TUTOR”. A Tradução Revista e Atualizada traz “PRECEPTOR”. A maioria das outras versões traz o termo arcaico “AIO”.

O apóstolo Paulo faz uso, primeiramente (1Co 4.15), para ensinar que muitos poderiam ter auxiliado os coríntios na vida cristã mas ele (Paulo) os havia gerado em Cristo. No segundo uso (Gl 3.24 e 25), o termo está inserido no âmago da teologia paulina, a questão do valor da Lei. Esta serviu para conduzir os judeus a Cristo. Em coríntios a idéia é de supervisor, em Gálatas, de condutor.

O uso corrente do termo à época do Novo Testamento nos dá a idéia da pessoa responsável pela criança (entenda-se MENINO). A mãe cuidava do seu filho até os 7 anos de idade. O cuidado no lar. A partir dos 8 anos essa criança deveria ir para escola. Aqui entra a figura do PAIDAGOGOS. Ele não era o professor. Não era o responsável pelas aulas em si. Até aquele menino completar 18 anos, o PAIDAGOGOS seria seu responsável. Barclay esclarece este relacionamento do PAIDAGOGOS para com o menino: deveria mantê-lo em segurança; carregar seus livros; fiscalizar sua conduta na escola e na rua; fazê-lo respeitar os de mais idade; e ensiná-lo a ter boas maneiras.

O termo é a junção de “PAIDOS” (crianças) e “AGO” (guia). O verbo correspondente é “PAIDEOU”, traduzido em At 7.22 por ENSINAR e em At 22.3 por INSTRUIR. Para Richards, este conceito de ensino e aprendizagem vai além da nossa idéia formal de salas de aulas e professores. Não devemos limitar a compreensão de educação cristã dessa forma.

Ao completar 18 anos a criança estaria “livre” do PAIDAGOGOS. Seu dever seria torná-la independente nessa idade. Cristo afirma que “todo aquele que for bem instruído será como seu mestre” (Lc 6.40).

O objetivo da educação cristã não é apenas obter conhecimento. Nosso alvo é SER COMO O MESTRE. “Transmitir vida, com seu conceito, atitude, valores, emoções e entrega, exige que a pessoa reparta com outra tudo que for necessário para fazê-la mais semelhante a Cristo.” (Richards, pg 27)


REFERÊNCIAS:

BARCLAY, William. PALAVRAS CHAVES DO NOVO TESTAMENTO.

DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO, Vol II.

CONCORDÂNCIA FIEL DO NOVO TESTAMENTO

RICHARDS, Lawrence. TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ. pg 25 a 29.

*Celson Coêlho
Editor do Blog
Diretor DEBQ-PE

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog:
www.ebqrecife.blogspot.com)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

GERAÇÃO TEEN, um extrato alarmante sobre notícias recentes (parte 3)




“Esta geração, daqui a vinte anos estará comandando o país”


Chegamos a 3ª postagem abordando a questão dos jovens e adolescentes. Lembramos que mais de 50% dos membros de nossas igrejas são dessa faixa etária, conseguentemente também são alunos ou potenciais alunos de nossas Escolas Bíblicas. Salientamos ainda que o alvo é conceder aos leitores do nosso blog uma visão de como a Geração Teen tem sido observada e analisada, principalmente pela mídia nacional. Para isso, temos feito uso de “Extratos”, ou seja, resumos breves com citações diretas, de três reportagens da mídia escrita. Nesse último extrato continuarei com a metodologia dos anteriores: citações diretas entre aspas da reportagem, utilizando minhas palavras em azul para facilitar a compreensão.


"ELES É QUE MANDAM"

Uma reportagem da Revista Veja de 18/02/09, edição 2100.
O título acima está expresso na capa da revista, que tem como objetivo demonstrar
“um retrato” dos adolescentes de hoje, ou melhor, “tentar identificá-los como um todo.”
Na reportagem no interior da revista vemos de início uma pequena descrição dessa geração: “filhos da revolução tecnológica, vivem num mundo digital, são pragmáticos, pouco idealistas e estão mais desorientados do que nunca.” Em relação a outras gerações de adolescentes eles “mudaram muito porque mudamos todos nós, e bastante. Em parte houve evolução; em parte, talvez, involução. Ganhou-se em liberdade e pragmatismo; perdeu-se em encantamento e idealismo.”

Para embasar sua reportagem a revista ouviu durante dois meses dezenas de jovens, pais, psicólogos e educadores sobre os desejos, dúvidas, receios e ambições. A reportagem reconhece: É ESTA GERAÇÃO QUE DAQUI A VINTE ANOS ESTARÁ COMANDANDO O PAÍS.
Para Felipe Mendes, diretor-geral da empresa de consultoria Research International, “o que preocupa nesta geração é que eles são concretos em relação a dinheiro e trabalho, mas muito básicos em seus sonhos e impessoais e virtuais nos prazeres que deveria ser reais.” A Research International é responsável pelo maior estudo de hábitos e atitudes da população adolescente brasileira. Os especialistas os chamam de a geração do “tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora”. Estão melhores informados de forma geral, mas dificilmente tentam aprofundar-se; são superficiais.
“Mudam de opinião com rapidez e frequência proporcionais ao liga-desliga do computador. Mais do que ocorria nas gerações de jovens anteriores... o frenesi da era digital ajuda a empurrar esses adolescentes a trocar de amores, amizades, cursos e aspirações como quem troca de tênis.” Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “é uma sucessão de reinícios, com finais rápidos e indolores.”
Eis o que diz à reportagem duas adolescentes de 16 anos:
“Você quer tudo e, ao mesmo tempo, não sabe o que quer.”
“O melhor de ser jovem hoje é ter liberdade de escolha. Mas é difícil decidir, não temos prioridades.”

Algo que tem envolvido os adolescentes de forma alarmante é a participação nos sites de relacionamentos. Atrelados a eles vem o excesso de exposição. “Expõem-se tanto ao ponto de já terem sido chamados de a geração look at me (olhe para mim).” Assim avalia a psicóloga Ceres Alves de Araújo: “Esse fato, para além dos problemas circunstanciais que pode acarretar, dificulta o desenvolvimento da capacidade de autocorreflexão e instropecção, o que é essencial para o crescimento.”

Ao final da reportagem a revista chama a atenção dos pais. “Em que reside a maior culpa dos pais hoje? Em não saber dizer o velho, bom e sonoro ‘não’. É como se, para eles, negativas pertinentes a comportamentos inaceitáveis equivalessem a um castigo físico.” Para a Coordenadora Educacional do Colégio Dante Alighieri, Silvana Leporace, a falta de cobrança agora gera uma falta de responsabilidade na vida adulta.
Para finalizar nosso extrato, eis a conclusão que chegou a reportagem da revista: “os meninos e meninas que nasceram a partir de 1990 não almejam fazer nenhum tipo de revolução – nem sexual nem política, como sonhavam os jovens dos anos 60 e 70. Mudar o mundo não é com eles.”

Tendo observado essas três postagens sobre a situação hodierna da Geração Teen, completaremos nosso estudo com mais dois textos nessa abordagem. O próximo tentaremos traçar quem é o adolescente/jovem (suas características) e, por fim, examinaremos princípios bíblicos para o jovem cristão.
Acompanhe as últimas postagens do tema...

VEJA OS OUTROS TEXTOS:

Geração Teen, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 1)

Geração Teen, um extrato alarmante de notícias recentes (parte 2)

Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

terça-feira, 22 de setembro de 2009

COMERCIAL DA FIAT E ANTROPOLOGIA TEOLÓGICA, considerações bíblicas sobre a doutrina do homem.

*Celson Coêlho

No estudo da Teologia um preceito é sempre defendido, seja nos manuais ou nas faculdades teológicas: a melhor forma de aprender teologia é com ilustrações do nosso dia-a-dia.
A Teologia é uma ciência com conceitos abstratos, ilustrações do cotidiano é uma grande ferramenta para que possamos aprender ou ensinar de forma mais criativa e de fácil compreensão.
O comercial da Fiat sobre o novo Pálio é uma dessas possibilidades de ilustração. Neste caso, vemos representada (de forma limitada) a doutrina do homem. Muitos de nós vimos essas imagens e de forma repetitiva. Ainda as temos gravadas em nossa memória.
Assista ao vídeo e leia o texto abaixo.



“EU QUERO UMA COISA DA VIDA. MEU CORPO QUER OUTRA”

O apóstolo Paulo revelou esse conflito no interior do homem em Romanos capítulo 7:

(Verso 15) “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.”
(V18) “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.”
(V19) “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.”

O ser humano se encontra em uma luta constante com seus valores interiores. Essa ideia é reforçada também com relação aqueles que já estão salvos. Gl 5.17 nos fala da luta da CARNE contra o ESPÍRITO.

A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM
Entre os estudos teológicos é senso comum que o homem é dividido em duas partes: uma parte material e outra imaterial. A grande divergência está na parte imaterial do homem. Uns defendem que o homem tem a alma (ou espírito, sendo intercambiáveis os termos). Outros teólogos defendem que a parte imaterial do homem é constituída de alma e espírito (sendo termos distintos).
Assim temos:

A DICOTOMIA
“Significa a divisão em duas partes, aplica-se na teologia àquele conceito da natureza humana que sustenta que o homem tem duas partes fundamentais no seu ser: o corpo e a alma.”[1] O ser humano é dividido em dois elementos. Um dos argumentos dos dicotomistas está em Gn 2.7, onde temos apenas duas partes distintas mencionadas. Mateus 6.25 e 10.28 também revelam que os componentes do homem são corpo e alma.

A TRICOTOMIA
“O termo, que significa uma ‘divisão em três partes’ é aplicado na teologia à divisão tríplice da natureza humana em corpo, alma e espírito.”[2] Os defensores da tricotomia se baseiam principalmente em 1Ts 5.23: “... e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” Hb 4.12 também é visto como referência deste conceito: “... alma e espírito, juntas e medulas” (estes últimos termos referem-se ao corpo). Paulo também parece demonstrar esta visão em sua ilustração sobre os tipos de pessoas em 1Co 2.14 – 3.4 (carnais, naturais e espirituais).

Encontraremos vários teólogos, homens de Deus e piedosos, defensores de um dos lados. Nossa intenção não é demonstrar qual dos conceitos está certo. E sim introduzir nosso leitor no tema como um todo.

“AGENTE QUER SE SEPARAR”

Quando a alma se separa do corpo?
O relato de Gn 2.7 afirma que o homem passou a ser alma vivente após Deus soprar o fôlego de vida em suas narinas. O elemento imaterial do homem foi soprado pelo próprio Deus. “O fôlego divino permeou o material e o transformou em um ser vivente.”[3] Assim temos a combinação do terreno com o divino.
Em outras passagens vemos que é Deus quem sustenta esse fôlego de vida no homem. Jó 12.10 declara: “Na sua mão [de Deus] está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano.” No livro de Atos vemos o discurso de Paulo em Atenas, ele afirma que Deus “a todos dá vida, respiração e tudo mais.” (At 17.25)
Só há a separação entre a alma e o corpo por ocasião da morte. Tiago, em seu livro, afirma que o corpo sem o espírito é morto (Tg 2.26). No Antigo Testamento temos: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” (Ec 12.7)
O homem separar-se de sua alma, por seu querer, cometendo o suicídio.

“UM CARRO TEM QUE COMPLETAR VOCÊ”

O que ou quem completa o homem?
Millard Erickson nos esclarece que Deus criou “a raça humana para amá-lo e servi-lo, e para desfrutar de um relacionamento com Ele.” (pg. 208) Este relacionamento foi afetado pelo pecado do homem (“esconderam-se da presença do Senhor Deus” - Gn 3.8) O homem começa a ver Deus como um estranho. A comunhão com o Criador amoroso começa a dissipar-se. O apóstolo Paulo declarou que em Adão “todos morrem” (1Co 15.22). Devido a sua separação de Deus, o homem está perdido.
O homem só pode ter sua amizade restaurada com Deus através de Cristo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1 / ver também Jo 14.6)
O homem apenas se torna completo quando restaurado seu relacionamento com Deus. Como o primeiro Adão fez separação entre os seus descendentes e o Pai, o segundo Adão, Cristo, restaurou esse relacionamento. “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também, por um só to de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá a vida.” (Rm 5.18)


O HOMEM FOI CRIADO de forma especial por Deus. Foi criado conforme a imagem e semelhança do Criador. Foi a única criatura que recebeu o FÔLEGO do criador. Este fator o fez superior aos animais e dominante sobre eles. Mas do que isso, tal peculiaridade o tornou amigo de Deus.
A restauração do relacionamento com Deus deve ser alvo do homem. Com suas capacidades naturais o homem não tem possibilidade de se achegar a Deus. Através de Cristo Jesus o homem tem a ponte que restaura sua amizade com o Pai e o torna completo.

[1]
Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Vol. I, pg 465.

[2]
Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Vol III, pg 575.

[3]
Comentário Bíblico Moody, Vol. I, pg 7.


REFERÊNCIAS:

ERICKSON, Millard. INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA. São Paulo: Vida Nova. 1997;

DUFFIELD, Guy P. e VAN CLEAVE, Nathaniel. FUDNAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL. São Paulo: Quadrangular. 1991;

URETA, Floreal. ELEMENTOS DE TEOLOGIA CRISTÃ. Rio de Janeiro: JUERP. 1995.

*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

EM BREVE TEREMOS O CURSO DE DOUTRINAS BÍBLICAS ON-LINE EM NOSSO BLOG. SERÁ GRATUITO. PARTICEPE!!!!

sábado, 5 de setembro de 2009

DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS


PRESIDENTE LULA APROVOU PROJETO DE LEI QUE INSTITUI DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS

VEJAM A NOTÍCIA:

JORNAL "DIÁRIO DE PERNAMBUCO" (clique aqui)

"GLOBO.COM" (clique aqui)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CAPITAL DOS EVANGÉLICOS


Muitas cidades gostariam de ter essa ostentação. Muitos evangélicos também gostariam de morar numa cidade com esse cognome. Uma cidade da Região Metropolitana do Recife ostenta este título pela sua expressiva quantidade de membros de várias denominações.
A 20 quilômetros da cidade de Recife encontramos a aconchegante cidade de Abreu e Lima. Com uma população de 95.198 habitantes, o município de 129,1Km conta com 31,09% de evangélicos. De forma expressiva também vemos os nomes bíblicos multiplicarem-se nas placas das lojas.
Segundo o IBGE a população de evangélicos no Brasil é de 15,41% e em Pernambuco, 13,53%. Desta forma, o contingente de crentes em Abreu e Lima é o dobro das médias nacional e pernambucana.

OS 10 MUNICÍPIOS PERNAMBUCANOS COM EVANGÉLICOS (em %)

31,09 – Abreu e Lima
28,42 – Cabo de Stº Agostinho
26,96 – Igarassu
26,91 – Itaquitinga
25,52 – Rio Formoso
25,41 – Ribeirão
24,79 – Moreno
24,31 – Sirinhaém
24,06 – Tamandaré
23,87 – Gameleira
17,33 – Recife (29º lugar no ranking nacional)

A multiplicação dos templos evangélicos nos bairros da cidade de Abreu e Lima tem influenciado diretamente no ambiente de sua população. O clima de respeito mútuo e a diminuição da violência são algumas das marcas. Para Biu Vicente, professor doutor do Departamento de História ad UFPE, “a pregação dos evangélicos vai diretamente ao indivíduo, pois diz: ‘você pecador, está salvo’. Este contato pessoal a Igreja Católica perdeu no Brasil e no mundo e isso explica a expansão dos evangélicos.”


(FONTE: Diário de Pernambuco, 30 de agosto de 2009.)

sábado, 29 de agosto de 2009

VEREI ESSA GRANDE MARAVILHA!

Celson Coêlho*

A modernidade nos possibilita uma grandeza que nossos antepassados não desfrutavam: o conhecimento “on line” (ao vivo) dos fatos do mundo.
A eleição do primeiro presidente negro dos EUA, quem não assistiu? Os clarões ao vivo dos mísseis das últimas guerras, quem não presenciou? E o lançamento do primeiro astronauta brasileiro... muitos vibraram!
Nós assistimos, presenciamos ou até vibramos com essas maravilhas, contudo não vivenciamos ou nos envolvemos com elas.

Eis o fascínio da “internet”: possibilita participarmos de grupos, comunidades, fóruns, bate-papos e não nos envolvermos. Sem compromisso! Conhecemos milhares de pessoas e ao mesmo tempo não temos compromisso com ninguém (só virtualmente).
Pare um pouco!
Lembre-se do último amigo que aniversariou...
Será que você não deixou apenas um “scrapt”, depoimento ou enviou uma mensagem?
Não estamos negando a validade dessas atitudes nem a importância da globalização das informações. O que queremos afirmar é que isso tira a PESSOALIDADE das ações e enfraquece os relacionamentos. Não tem o envolvimento com o outro. Um abraço forte. O olho no olho.
Este sentimento que impera na sociedade, infelizmente também está reinando na igreja. Pior que isso, tem reflexos em nosso relacionamento com o próprio Deus.

Na Bíblia, encontramos um grande homem que viveu momentos semelhantes. Foi o grande libertador: Moisés. Em Êxodo 3 encontramos Moisés querendo assistir, presenciar e até vibrar com uma grande maravilha, porém sem querer se envolver.
Moisés está na sua rotina diária, apascentando ovelhas. Algo o desperta, uma situação fora do normal. Uma planta se queimava e não se consumia (Ex 3.1 e 2). O que acontece quando vemos algo fora do normal? Ficamos curiosos! Queremos observar até perder a graça e nos voltamos para nossa rotina. Da mesma forma aconteceu com ele.
Assim foi sua expressão: “Que coisa esquisita! Por que será que o espinheiro não se queima? Vou chegar mais perto para ver.” (Ex 3.3. BLH) Você já esteve caminhando no centro da sua cidade e viu pessoas em uma roda observando algo? Curiosamente você se aproxima por trás e tenta dar uma olhada sem compromisso. Acredito que era a atitude de Moisés. Olhar sem compromisso.
O diferencial era que Deus estava interessado em Moisés. Queria relacionar-se com ele. Não queria deixar apenas um “scrapt”. “Deus viu que Moisés estava chegando mais perto para ver melhor, ele o chamou...” Quantos de nós não nos “aproximamos” da igreja apenas por curiosidade, sem compromisso? Queremos ver um milagre. Ouvir boa música. Conhecer pessoas bonitas. Ter uma vida “virtual” com Deus.

Observamos que por algumas vezes o pastor de ovelhas tentou fugir de um relacionamento compromissado com Deus (Ex 3.7, 11, 13; 4.1, 10, 14). Em 4.14 ele se expressa: Ah Senhor, compromisso? Comigo não Senhor. Tem outra pessoa mais capaz.
O que Deus revelou a Moisés também é útil para nós hoje:
O Senhor demonstrou que já estava preparando o caminho mesmo antes de Moisés O conhecer (Ex 3.6). Não é assim com nossas vidas? Quando chegamos à igreja pensamos que iremos dar uma observada. Conhecer um pouco sobre Deus. Na verdade ele já preparou tudo para nossa chegada.
Deus revela também um propósito para a vida de Moisés (Ex 3.10). Não seremos simples expectadores na causa do Mestre! Quando nos aproximamos de Deus, Ele já tem um propósito para nossas vidas.
Ele não deseja um relacionamento superficial ou passageiro. Deus quer um relacionamento intimo e duradouro conosco. Foi assim com Moisés (Ex 3.12b). Não era apenas um momento ou uma mensagem virtual.

Moisés tinha duas opções: 1) Olhar o fato maravilhoso, dar as costas e não assumir o compromisso com Deus. Continuaria sua vida como pastor de ovelhas, ou 2) Aceitar o chamado divino e comprometer-se com Ele. Sabemos de sua escolha! Não apenas viu a maravilha. Permitiu que Deus fizesse uma maravilha em sua vida e através de sua vida: LIBERTOU O POVO.
E você? Qual é sua escolha? Ser pastor de ovelha ou libertar o povo?

*Celson Coêlho
Diretor DEBQ-PE
Editor do Blog

(Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionado o autor e o blog: www.ebqrecife.blogspot.com)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

REGIS DANESE, FAZ UM MILAGRE EM MIM E FORRÓ DO MUÍDO

Esses dias uma polêmica tem batido as portas de alguns cristãos. A música evangélica que, possivelmente, se tornou a mais conhecida e mais tocada no último ano faz parte desta polêmica.

A música “Faz um Milagre em Mim”, do cantor Regis Danese, que se tornou um “rit” nacional, está no centro dessa controvérsia.

Recentemente a banda de forró “secular” “Forró Muído” regravou esta música e a tem tocado em várias rádios como também em seus shows.



Aqui mais uma vez encontramos um dilema entre o relacionamento Sagrado e Profano. Muitas vezes não é perceptível a linha fronteiriça desses dois mundos.
Alguns questionamentos nos vêm à mente com relação esta situação específica:

1) O sagrado está influenciando o profano ou se tornou tão sem “sabor” que o profano o banalizou?
2) O sal está salgando ou está sem sabor?
3) A mensagem cristã sendo ouvida desta forma tem alcançado mais pessoas ou tem perdido seu valor?
4) Tendo em vista a banalização da música algumas igrejas têm proibido seu uso nos cultos. Esta atitude tem validade ou não?
5) Em um show de forró, quando tocam está música, ele tem engrandecido a Deus ou o tem escarnecido?

Acredito que estamos diante de uma situação nova para muitos. Tem sido comum nos últimos anos a utilização de músicas evangélicas por parte de padres/músicos católicos. Porém não lembro situação semelhante, principalmente com uma música que foi aceita amplamente nas igrejas cristãs.
Esta postagem não tem objetivo oferecer conclusões sobre a questão. Nosso alvo tem sido informar e questionar as possibilidades.
Você que tem acompanhado nosso blog deixe sua opinião em COMENTÁRIOS logo abaixo do texto.
Contamos com sua participação e visão sobre o fato. (Por favor, identifique-se)

Celson Coêlho
Diretor do DEBQ-PE
Editor do Blog